Minha cozinha organizada (e sem desperdício)

Dia de supermercado, feira, entrega da Grüne Kiste, aqui em casa, são todos dias de organização.

É recente a minha maneira de organizar as coisas na cozinha, é verdade… Fui morar sozinha pela primeira vez em 2005, quando tinha 24 anos. Antes disso eu morava com a minha mãe e meu irmão, e embora eu ajudasse tanto nas despesas como no cuidado da casa, eu nunca me preocupei com quantidades e desperdício de comida. E na verdade, esta preocupação também não veio logo que saí da casa da minha mãe.

Por muito tempo, morando sozinha, eu comia na rua de dia, e tomava lanche a noite… como a maioria das geladeiras de solteiro, a minha tinha: manteiga, leite, açucar e frios – e quem sabe uma pizza congelada no congelador.IMG_2869

Em 2007 fui pra Dinamarca me juntar com o meu – na época – namorado (que hoje é marido) e a nossa realidade começou a mudar um pouco… mas ter um mercado em frente ao prédio não me obrigava a pensar muito nestas coisas.. eu ia ao mercado várias vezes por semana e comprava fresco o que ia preparar no dia.

Eu acho que foi mesmo depois que o pequeno nasceu (2012), que eu comecei a considerar que precisava pensar melhor em como organizar a minha cozinha pra não jogar comida fora… e neste período de uns 3 anos, entre o nosso retorno ao Brasil e o nascimento dele, muita coisa estragou na geladeira..

Se eu disser que hoje nada vai pro lixo, vou estar mentindo… mas só vai o que realmente não tem salvação e o que eu não consegui evitar.. as laranjas ainda são o meu maior problema.. mas eu acho que a questão mesmo é que 1. elas já chegam aqui na Alemanha (nesta época do ano) com os dias contados e 2. a minha geladeira é pequena demais e eu acabo tendo que deixá-las de fora..

Desde o plano real, quando nós paramos de fazer compras de mês (e eu ainda era uma criança), eu parei de pensar nIMG_2413a utilidade do freezer. Sempre tive, ou um congelador, ou um freezer muito pequeno e, de alguma forma, acreditava que ele servia mesmo era pra colocar as pizzas congeladas, as batatas fritas mccain e aquela sopa que sobrou, fiquei com pena de jogar no lixo e acabei jogando no lixo 1 ano depois… sabe como é?

Foi mesmo quando o pequeno começou a comer, que eu voltei a pensar na utilidade do freezer, e também nas formas de manter nossos alimentos frescos por mais tempo na geladeira. As papinhas eram feitas no final de semana e congeladas para o resto da semana, as frutas nunca eram utilizadas inteiras e acabavam sendo guardadas em pedaços na geladeira… e eu comecei a pensar mais em preparar os IMG_2501alimentos frescos e utilizar menos os industrializados.

Foi aí que eu comecei a pensar melhor em como armazenar estes alimentos. Ainda estou longe da perfeição, mas hoje tenho a consciência bem mais tranquila.

Hoje eu fui ao supermercado e é lá que eu compro as carnes que comemos durante a semana. Eu já pensei muito em fazer um cardápio para a semana mas eu tenho muita dificuldade em seguir com o planejamento… então eu prefiro separar as carnes em porções menores (do tamanho da nossa família) quando chegamos em casa, e congelar. Desta forma eu posso decidir no dia o que eu estou com vontade de fazer e o que vai agradar o paladar de todos.

Os peixes e frutos do mar eu compro já congelados, de preferência aqueles que são congelados individualmente ou em porções pequenas. Mas os frangos e as carnes eu compro frescos, chegando em casa separo, coloco em um saquinho zip loc com data e nome, e congelo. Dificilmente eles ficam no freezer por mais do que 1 mês. Já que eu estou sempre usando o que congelei.

Amanhã chegam as frutas, legumes e verduras. O que mais me incomoda são os ramos ENORMES de verduras… Se eu pudesse, compraria alface, agrião, couve, etc por gramas! Os ramos são muito grandes e eu nunca consigo preparar tudo na sequência pra não estragar… então o que eu faço é o seguinte:

verduras cruas: Ex.: Alface, agrião, rúcola

Lavo tudo, tiro o excesso de água, e armazeno em um pote de plástico. Dura cerca de 2 semanas.

Verduras cozidas: Ex: Couve

Dou um choque térmico nelas. Jogo água fervente, seco e congelo em porções menores.Na hora de preparar, ela pode ser cozida imediatamente. Não precisa descongelar.

Fiz isso com um ramo de Grünkohl que recebi na Grüne Kiste. Ela tem o mesmo sabor da nossa couve manteiga. Agora sempre que tem feijão preto, tem couve também 😀

Os legumes e as frutas tem macetes específicos, eu normalmente sigo tabelas como esta: E o que mais “pega” aqui, são aquelas coisinhas que a gente abre uma lata ou um pacote e acaba não usando tudo. Pra estas coisas eu adoro os meus potes de vidro pequenos. Aquela metade cebola que você nao usou, até pode ser IMG_2462armazenada, desde que ela seja colocada em um vidro muito bem fechado! a cebola “atrai” todas as bactérias do ambiente. Deixar uma cebola aberta na geladeira e usar no dia seguinte é um veneno! O pacote de bacon que não foi todo utilizado, aquele limão que eu usei só uma metade, a lata de atum que não foi inteira na receita, tudo isso volta pra geladeira dentro de um vidrinho bem fechado. Mas tem que ser utilizado na mesma semana!

Eu também tento sempre aproveitar as cascas de camarão pra fazer caldo de camarão, os talos dos legumes para fazer caldo de legumes e os ossos do frango que desossei para fazer caldo de frango.

Outra coisa que comecei a congelar recentemente foi pão. Aqui na Alemanha a gente não costuma comprar pão fresco na padaria todos os dias. As vezes eu faço pão em casa, mas nem sempre. Comprávamos sempre 2 pães de forma frescos no supermercado, mas quando chegava no final do segundo, metade acabava indo pro lixo por que já estava mofando… então agora eu chego em casa com o pão fresquinho, e já coloco no freezer. Só tiro na noite anterior. Pronto, nada de pão mofado!

E vamos nós 🙂 Ainda vai mais coisa fora do que eu gostaria.. mas um dia chego lá 😉

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Bolo de Aniversário e a minha primeira experiência em Confeitaria

Todas as amiguinhas brasileiras do meu filho, que moram aqui em Hamburgo, fazem aniversário em Janeiro… Este mês a gente teve um aniversário por final de semana!

Há 2 festinhas atrás, enquanto conversava com um amiga na festinha de aniversário de uma das amiguinhas do pequeno, minha amiga comentou que ainda não tinha decidido como fazer o bolo da festinha da filha dela, mas disse que tinha certeza que queria fazer um urso.. pois o tema da festa seria “animais”. Eu comentei que gostava muito de fazer bolos e que se ela quisesse fazer um sabor que lembrasse o Brasil, ela poderia fazer um bolo de Maracujá e recheá-lo com brigadeiro. Ao que ela me disse que não fazia a menor idéia de como fazer um bolo de maracujá.. eu disse: “É só fazer uma receita de bolo de laranja mas substituir o suco de laranja por suco de maracujá!”… depois de rir um pouco ela disse que eu falava como se fosse a coisa mais simples do mundo… foi aí que eu me ofereci pra ajudá-la com o bolo! que responsabilidade!!! imagina se não ficasse legal ou gostoso? Bom.. minha última semana se resumiu a sonhar com este bolo! e não me leve a mal… não foi fardo nenhum.. pelo contrário! eu não via a hora de colocar a mão na massa!!

Hoje eu vou contar pra vocês como foi o processo de criação e como colocamos o que planejamos em prática! A única IMG_2510coisa de que me arrependo é de não ter tido tempo pra finalizar a decoração do bolo com ela… Mas ela fez um trabalho excelente 😉

Na semana passada eu comecei a buscar uma receita legal de pão de ló de laranja. O pão de ló é a melhor opção de receita de bolo pra fazer um bolo de aniversário recheado. Eu aprendi isso com a minha mãe.. que em todos os meus aniversários fazia um pão de ló de laranja pra fazer um bolo de morango pra mim, que ela adaptava de uma receita de pavê!

Então busquei no tudogostoso.com.br. Achei muitas opções de receita, e a que mais gostei foi essa. Eu gostei dessa receita por ela IMG_2502ser simples e pela foto me mostrar que o objetivo da pessoa que postou a receita era o mesmo que o meu (fazer um bolo de aniversário!). Claro que eu não poderia correr o risco de a receita não dar certo! então tratei de fazer o bolo em casa durante a semana.. dessa forma também já testei a minha forma (pra ver se a quantidade da massa batia com o tamanho da forma e o bolo ficava com uma espessura boa), testei a receita pra ver se a massa ficava gostosa e se a textura da massa possibilitava cortar o bolo pra rechear e ainda cortar pra montar o urso!, e também pra ver se realmente o sabor da massa com suco de maracujá combinava com o recheio de brigadeiro 🙂 As adaptações que fiz à receita foram:

1) trocar o suco de laranja por suco de maracujá (eu usei um suco industrializado que compro aqui e que tem bem pouco açúcar);

2) coloquei a metade do açúcar que a receita sugeria;

3) meu forno precisou de muito menos tempo do que dizia na receita (25 minutos), por isso, quando faço um bolo pela primeira vez, sempre olho de 5 em 5 minutos!! se não, queima, com certeza!

O teste me permitiu perceber que o recheio de brigadeiro ficou muito doce e apagou o sabor do maracujá, então nós image[1]decidimos por fazer duas mudanças: Recheamos o bolo com um creme de brigadeiro (a mesma receita mas com um pouco de creme de leite) e encharcamos o bolo com suco de maracujá, tanto pra ele ficar mais molhadinho, como para ficar com um sabor mais forte de maracujá.

Além de procurar a receita, também fui buscar no Pinterest um modelo de bolo de urso. A minha amiga comentou que tinha feito um bolo assim em um curso que ela fez, mas que não sabia onde estava o modelo. Mas eu sabia que a internet não nos deixaria na mão! O primeiro modelo que encontrei e o escolhido por ela foi este. Outra coisa que precisei testar era se a minha forma permitiria fazer os cortes que o blog sugeria para a montagem do urso. O que eu fiz? peguei um pedaço de papel do tamanho da forma (coincidentemente a minha forma é do tamanho exato de uma folha A4) e recortei me baseando nas fotos do site. O resultado você vê na foto alí em cima. Desta forma eu também consegui prever o tamanho final que o bolo teria, e então pudemos definir o tamanho da tábua onde colocaríamos o bolo pronto.

imagePara adiantar o serviço (afinal nós duas temos filhos pequenos), eu fiz os bolos (precisamos de 2 para montar o urso) durante o dia na sexta feira e levei pra casa dela no sábado de manhã, quando nós fizemos o recheio e a cobertura e montamos o bolo (o aniversário foi no domingo).

Para que o bolo não ressecasse muito nestes dias anteriores à festa, nós o deixamos durante a noite no porão, onde não tem aquecimento. Nós consideramos deixar do lado de fora de casa, mas a noite fez tanto frio que o bolo teria congelado.

E aí, no sábado, fui até a casa da minha amiga para colocarmos todo o planejamento em prática! Com uma faca de pão (de serra e bem comprida) cortei o bolo ao meio para rechear. Antes de rechear, usei um borrifador (que até então só tinha usado com image(1)água) com o suco de maracujá para encharcar o bolo com o suco. Usei aproximadamente 300 ml de suco para encharcar o bolo todo. Para o recheio, nós usamos o equivalente a 2 latas de leite condensado de brigadeiro, mais aproximadamente 3 colheres de sopa de creme fraiche. Deixei para acrescentar o creme fraiche depois que o brigadeiro estivesse pronto e um pouco mais frio. Nós fizemos o brigadeiro com o Kakao que encontramos aqui, que é uma versão IMG_1456ainda mais amarga do “chocolate do padre”. Como o leite condensado já é bem doce, o brigadeiro fica doce na medida certa pro paladar alemão.

Então, recheamos os dois bolos depois de encharcar bem as duas partes de cada bolo com bastante suco de maracujá. E só depois cortamos as partes do bolo para montar o urso. De acordo com o que eu já tinha feito com o papel, eu usei a mesma faca de pão para cortar o bolo, e como ele já estava recheado, eu image4limpei a faca para cada vez que ia cortar o bolo novamente. Também usei bastante papel manteiga para separar os bolos e as partes já encharcadas, para evitar de grudar em outras superfícies.

A minha amiga arrumou uma tábua de madeira do tamanho ideal para o urso, e forrou a mesma duas vezes. Primeiro com papel filme e depois com papel contact. Essa superfície ficou ideal para limpar onde espirrou recheio e caiu farelos e para cortar o bolo quando for o momento.image6

Aí então nós usamos as partes para montar o urso. Como você pode ver no blog de onde tiramos a ideia do urso, o bolo original não foi recheado (o que image[2]facilitaria bastante o processo mas não ficaria tão delicioso) e a parte da barriga, do focinho e dos pés do urso fica o dobro da altura e depois de ler um comentário que dizia que o urso ficou parecendo que estava grávido (rs), nós decidimos usar somente uma camada do bolo pra estas partes.

Depois de colocar todas as partes em seus devidos lugares, foi a hora de arredondar orelhas, mãos e pés para que o acabamento ficasse melhor.

Nós fizemos o mesmo brigadeiro com creme fraiche para fazer a cobertura, mas desta fez fizemos 3 image5latas de leite condensado. Minha idéia era que sobrasse creme de forma que não precisássemos fazer mais e corrermos o risco de termos um urso de duas cores (afinal a probabilidade da segunda panela de brigadeiro ficar em um tom diferente de marrom é muito grande!). No final o creme não foi suficiente, apesar de não ter sido necessário fazer mais brigadeiro (nós deixamos a lateral do urso plana ao invés de continuar o acabamento com o saco de confeiteiro). Por isso, se você for tentar em casa, faça 4 panelas de brigadeiro para garantir 😉

image3Antes de finalizar com o saco de confeiteiro eu usei o creme para unir as partes do urso e também para nivelar a altura dele. Só depois finalizamos com o saco de confeiteiro e os confeitos. O resultado você vê nas fotos. 🙂

O sabor eu garanto que arrasou 🙂 o visual você pode avaliar por você mesmo. Realmente, ele não ficou nem parecido com o urso do blog original, afinal, nós usamos materiais totalmente diferentes! além de termos recheado o bolo… Mas eu (e a minha amiga também) fiquei muito satisfeita com o resultado.

(E fiquei morrendo de medo de aparecer naqueles posts de Expectativa x Realidade do Pinterest como este aqui LOL)

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RECEITAS

Pão de Ló de Maracujá

Ingredientes

4 ovos

1 copo (250 ml) de açúcar

2 copos (250 ml) de farinha de trigo

1 copo (250 ml) de suco de maracujá

1 colher de sopa de fermento químico

Modo de Preparo

Separe as gemas e as claras dos ovos. Bata as claras em neve. Em uma vasilha separada, misture bem as gemas e o açúcar até obter um creme. Acrescente um pouco do suco de maracujá e jogue esta mistura aos poucos nas claras em neve batendo ao mesmo tempo. Acrescente o restante do suco de maracujá. Acrescente a farinha aos poucos, se possível passando por uma peneira, com a batedeira ligada na menor velocidade. Por último, acrescente o fermento, apenas misturando, sem bater demais. Despeje a massa em uma forma retangular média untada com manteiga e farinha. Asse em forno pré aquecido (180°C) por 25 a 30 minutos (depende do forno).

Creme de Brigadeiro

Ingredientes (Multiplique os ingredientes proporcionalmente para uma maior quantidade de creme)

1 lata de leite condensado

2 colheres de cacau em pó

1 colher de manteiga

3 colheres de creme fraiche/de leite

Modo de Preparo

Em uma panela média aqueça o leite condensado, o cacau e a manteiga mexendo sempre com uma colher de pau e sem deixar que a mistura grude demais na panela. Ao levantar fervura, abaixe o fogo e continue mexendo até que o brigadeiro tenha consistência para enrolar (até desgrudar do fundo). Retire do fogo, espere esfriar um pouco, e acrescente o creme fraiche/de leite. Para rechear, use a mistura ainda morna. Para decorar, deixe o creme esfriar até que a consistência fique mais firme.

Batatas, batatas, batatas… (Batatas ao Murro + Pão de Batata)

No Brasil, a base de todas as refeições é o arroz, e quando criança e adolescente eu nunca gostei de batatas… até que durante meu intercâmbio na Noruega e mais tarde quando moramos na Dinamarca, eu caí nas suas graças..

Batatas são muito mais versáteis do que arroz… e a variedade do que podemos fazer com elas é infinita 🙂 além de ser muito mais fácil e rápido de preparar.

Mesmo depois, quando voltamos pro Brasil, passei a preparar batatas com muito mais frequência do que arroz.

E aqui na Batatolândia, não tinha como ser diferente 🙂 até por que, como eu contei aqui, fazer arroz tem me dado muito mais trabalho por aqui…

Atualmente eu faço muito mais batatas do que eu faço arroz. A não ser que o prato seja um Estrogofe ou arroz com feijão. E as opções variam entre Purê de Batatas, Inteiras no forno com alecrim e sal, cortadas no forno com outros legumes, Fritas na frigideira, etc etc etc.

Há um tempo atrás eu encontrei uma receita de “batatas ao murro” na internet.. apesar de ter ficado gostosa, eu dei o “murro” nas batatas com elas ainda quente e acabei nunca mais fazendo (fiquei com as mãos queimadas e ganhei um trauma!)… afinal, não fazia muito sentido esperar elas estarem frias depois de cozinhar pra só então colocá-las no forno.

Até que, recentemente, eu vi, em algum lugar, uma receita parecida em que a batata era “esmagada” com o amassador de batatas, com casca e tudo, depois de cozida. E então, esta semana eu preparei a minha nova versão de “Batatas ao Murro”, acompanhadas de Brocólis.

Essa semana eu também fiz o pão de Batata sobre o qual comentei aqui. E hoje vou compartilhar com vocês as duas receitas.

IMG_2513Batatas ao Murro

Ingredientes

8 batatas pequenas (inteiras e bem lavadas)

1/2 ramo de brócolis

Bacon a gosto

Mussarela e Parmesão ralados a gosto

Azeite

Sal

Modo de Preparo

Inicie cozinhando as batatas inteiras (com casca). Quando elas estiverem próximas de estar cozidas, acrescente o brócolis ao cozimento.

Com um pincel, unte uma assadeira pequena com meia colher de azeite.

Retire a água dos legumes (se tiverem sido cozidos na água), separe as batatas, e com um amassador (em um prato separado), esmague levemente as batatas.

Ajeite-as na assadeira junto com o brócolis, tempere com sal agosto e regue com mais um pouco de azeite. Salpique o bacon e o queijo por cima das batatas, e leve ao forno por mais 15 minutos.

Pão de Batata

IngredientesIMG_2515

1/2 xícara de leite morno

1 colher de sopa de fermento biológico seco (ou 2 tabletes do fresco)

1/2 xícara de manteira

4 xícaras de farinha de trigo

2 colheres de açucar

1 colher de sal

500g de batatas descascadas, cozidas e amassadas

Modo de Preparo

Cozinhe as batatas já descascadas, amasse bem até formar um purê e reserve.

Em uma tigela pequena, misture o fermento, 4 colheres de farinha e o açúcar, despejando o leite lentamente e misturando. Reserve esta mistura por 30 min para que ela dobre de tamanho.

Junte todos os ingredientes*, acrescentando a farinha aos poucos, até que a massa desgrude das mãos.

Separe a massa em duas forma de pão ou faça bolinhas/pãezinhos com ela.

Deixe a massa crescer por 40 min (Eu expliquei como fazer este processo no tempo frio da Europa aqui).

Asse em forno médio (180°C) por 20 minutos.

*Essa massa pode ser feita na máquina de pão, e ela tem uma consistência excelente para fazer pãezinhos (melhor do que o Pão de Batata Doce).

Eu também já fiz esta receita com batata doce ao invés de batatas normais e ela ficou muito boa.

Pão de Queijo

Se você estava esperando uma receita de pão de queijo… eu peço desculpas antecipadamente…IMG_2474

Acontece que é tão mais simples fazer pão de queijo de caixinha da Yoki… e só acrescentando um pouco mais de queijo ele fica tão melhor.. que a verdade é que eu nunca nem tentei fazer pão de queijo “from scratch”!

Além de dar um UP na massa do pão de queijo (o que aliás foi uma dica de uma amiga que conheci aqui em Hamburgo), na hora do lanche nós também fazemos Panini com eles, ou como meu pequeno diz: tostex de pão de queijo 🙂

O pão de queijo de caixinha eu compro aqui mesmo na Alemanha, pela Amazon.com. Mas também sei que dá pra comprar nas lojinhas de produtos portugueses.

Eu acrescento ainda mussarela ralada (mais ou menos 100g) e mais queijo parmesão ralado (umas 50g). A verdade é que qualquer queijo que eu tenha em casa acaba entrando na massa e aí ela fica sempre deliciosa e com um toque diferente. Da última vez eu tinha Cheddar e Gouda, ficou uma delicia.

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E aí o restante você já conhece… mistura tudo, deixa descansar por 3 minutos, faz bolinhas do tamanho que você quiser, e assa em forno médio por 25 minutos (eu sempre coloco o meu timer pra me avisar 10 ou 5 minutos antes, pois já queimei muita coisa por meu forno ser forte demais).

Depois de pronto, nós usamos o George Foreman Grill (ou qualquer IMG_2499grill/sanduicheira) para fazer os paninis.

Raclette

Ainda não chegamos no pratos típicos alemães, mas estamos perto!

Raclette é um prato suíço que eu conheci através do meu marido. A primeira vez que ele me prometeu cuidar do jantar, ele fez raclette. Cozinhou algumas batatas e pronto. Até hoje este é um assunto polêmico aqui em casa, já que, naquela ocasião eu disse que ele não podia dizer que tinha “preparado” o jantar, e até hoje, quando faço raclette, ele insiste que eu também não cozinhei nada.IMG_2339

Há umas 3 semanas fomos convidados à casa de uns amigos e eles serviram raclette para o almoço. Foi a primeira vez que eu comi este prato no almoço e também a primeira vez que o comi à moda de outra família. Foi interessante por que lá eles serviram a raclette com várias coisas que eu nunca tinha imaginado e acabaram nos dando algumas idéias de como fazer a raclette se tornar mais atrativa pra nós mesmos na nossa casa.

Bom, comecemos do começo. Se você ainda não sabe o que é raclette, aí vai uma breve descrição.

A palavra raclette deriva do queijo do mesmo nome, que por sua vez deriva da palavra francesa “racler” que quer dizer raspar. Originalmente, o queijo é colocado perto do fogo e quando apresenta consistência mais macia, é raspado e colocado em cima da comida (normalmente batatas). O raclette também pode ser feito com uma máquina própria, que é basicamente uma grelha elétrica com espaço para pequenas “panelinhas” onde se coloca o queijo já fatiado para ser derretido. O raclette também é normalmente servido com picles e carnes frias. Mas você pode, basicamente, incluir qualquer coisa que você ache que combine com queijo e que possa ser IMG_2337grelhado na hora.

Na nossa casa, depois da apresentação do prato pelo meu digníssimo, nós costumávamos fazer raclette a noite. Por que não incluíamos muitos outros ingredientes além do queijo e das batatas e acabava virando uma refeição leve. Na casa dessa nossa amiga, eles serviram a raclette com carne vermelha, tanto em forma de filé como em forma de carne moída (preparada como hambúrguer) e mais um monte de outras coisas como legumes, macarrão, etc.

Foi aí que eu comecei a enxergar a raclette mais como uma refeição que poderia ser servida no almoço, principalmente em dia de mais preguiça ou que teríamos um jantar mais pesado.

No Brasil, nós fizemos raclette algumas vezes. Mas como lá o tempo, normalmente, é mais quente, ficava difícil jantar no calor com aquela grelha em cima da mesa. (Imagina comer em volta da churrasqueira no verão!). Por isso, fizemos poucas vezes e sempre no inverno. Como lá não encontrávamos queijo próprio pra raclette, usávamos outros tipos de queijo mesmo (mussarela, queijo prato, provolone, gorgonzola, etc) e ficava uma delícia.

Já tínhamos feito algumas vezes aqui na Alemanha também, inclusive como almoço nos dias do Natal e véspera de Ano Novo. E neste final de semana, minha cunhada veio nos visitar, e “solicitou” que o prato fosse servido durante a visita dela. 😉

E foi o que comemos no almoço de sábado.

Na descrição original do raclette as batatas podem ser cozidas ou assadas. Aqui eu costumo cozinha-las normalmente IMG_2341(com casca e tudo – bem lavadas) e depois embrulho em papel alumínio para que elas continuem quentes por mais tempo.

Depois do raclette na casa dos nossos amigos, nós então decidimos incluir mais algumas coisas na “receita” e como não costumamos comer muita carne vermelha, nosso raclette agora é regado a filézinhos de frango, camarão, bacon e cogumelos paris (os dois últimos a gente já costumava incluir). Outra coisa que fica à disposição são temperos diversos, como pimenta, azeite, salsinha e manjericão (frescos ou não), orégano, sal.. seja para colocar no queijo a ser derretido ou para temperar a batata. Outra coisa que fica bem gostosa se incluída são aspargos, e estou pensando seriamente em incluir brócolis da próxima vez.

E vocês, já conheciam Raclette?

* Dica do maridão: se for fazer raclette, feche as portas de todos os outros cômodos da casa e lembre-se de tirar o varal da sala (se você, como nós, secar as roupas dentro de casa no inverno)! a casa fica cheirando a raclette por uns 2 dias! 🙂

A motivação por trás do Blog, a internet como fonte de informação e as receitas passo-a-passo

Em menos de 3 dias desde que coloquei o blog no ar já recebi 3 mensagens de pessoas que não conheço me parabenizando pela iniciativa e me pedindo coisas que ainda não disponibilizei aqui (também recebi comentários e mensagens de pessoas que conheço e agradeço de coração o feedback!). Confesso que estou surpresa! Eu sempre admirei quem conseguia ter e manter um blog, ainda mais quem conseguia chegar ao ponto de ser intitulado “blogueiro/blogger”, mas nunca pensei que fosse algo pra mim.

Primeiro por que eu sou um pouco “low profile”… não gosto nem da atenção que recebo no meu aniversário. Prefiro ser desconhecida, comentar o que penso com as pessoas mais próximas e pronto. Talvez por que eu não dê muito crédito às coisas que tenho a dizer, talvez não dê muito crédito a mim mesma… mas sempre senti uma certa insegurança sobre colocar em público meus pensamentos e opiniões. E as poucas vezes em que fiz isso, acabei me arrependendo.

Segundo por que eu nunca achei que teria assunto pra continuar compartilhando em um período prolongado de tempo. E principalmente por que redação sempre foi a minha pior matéria na escola.

Mas a vida veio me ensinando que na verdade não há nada que a gente não possa fazer. Se você gosta de algo do fundo do seu coração, este algo te permite fazer o que você quiser com ele. Foi assim que eu descobri que eu poderia sim ser vendedora, desde que eu amasse e conhecesse o que estava vendendo, e agora descobri que posso sim ser “escritora” desde que eu ame aquilo sobre o qual estou escrevendo.

A internet permitiu que as pessoas começassem a falar e escrever para o mundo sem que isso fosse parte da sua profissão ou que elas estivessem linkadas a algum tipo de mídia como a televisão, rádio, jornal ou revista. De repente todo mundo tinha uma voz. Isso é bom e ruim… Tem um monte de gente por aí destilando ódio na internet… mas eu prefiro ignorar estas pessoas.

Desde que eu tive acesso à internet (e tenho orgulho de dizer que sou da geração que viu a internet como fonte de informação pras massas nascer), eu aprendi a usá-la a meu favor. Primeiro foi como meio de comunicação, depois como meio de conhecer pessoas novas, e hoje ela é pura e simplesmente o meu Aurélio, ou o meu “pai dos burros”. Se estou indo em algum lugar, pensando como vou desenrolar a língua para conseguir criar um diálogo em alemão, já saco o celular do bolso e começo a procurar as palavras de que vou precisar. Se estou com vontade de comer alguma coisa mas não sei bem como fazer, saco o celular e busco uma receita que se assemelhe àquilo que quero comer. Se não sei a resposta sobre uma pergunta, pá! se fiquei com vontade de ouvir uma música que há muito tempo não ouço, pá!

Foi assim que começou a crescer a minha vontade de ter um blog. Eu poderia escrever sobre qualquer coisa, afinal eu tenho muitos interesses… mas nunca senti que o que eu conhecia ou tinha pra dizer sobre estes assuntos fosse suficiente para interessar outras pessoas. Aí comecei a me dedicar à minha cozinha e à alimentação da minha família, e fui encontrando um monte de gente que tinha os mesmos interesses. Gente que dava Pin nos mesmos posts que eu no Pinterest, gente que escrevia blogs em outros países e acabava me ajudando a fazer alguma coisa, gente que fazia perguntas para as quais eu tinha respostas nos grupos do Face de que participo. Gente que vinha na minha casa ou participava de encontros junto comigo e elogiava os meus “quitutes” ou as minhas idéias, etc… E porque não, já que tem tanta gente por aí que se interessa pelo mesmo assunto e que muitas vezes se surpreende com dicas que pra mim parecem tão simples e corriqueiras, escrever pra estas e pra outras pessoas que talvez eu possa ajudar e ainda não me conhecem?

Pois bem… 3 dias de blog e 3 destas pessoas já entraram em contato comigo. Que legal!!

A primeira pessoa me perguntou se eu tinha receitas típicas de pratos alemães já que ela era descendente de alemães e gostaria de experimentar. Bom.. como eu sou casada com um brazuca (que de alemão só tem o passaporte, o avô, e o gosto pelo frio) e dentro de casa minha vida ainda é bem brazuca, eu ainda não me atrevi nos pratos alemães… apesar de já estar tentando coisas novas.. mas acho que primeiro preciso afinar mais o meu alemão pra conseguir ler os blogs nesta língua.

A segunda pessoa elogiou a minha inciativa e disse que mesmo vivendo na Alemanha há 10 anos ainda descobria coisas novas em blogs como o meu. Caramba! que legal!! imagina eu conseguir ajudar pessoas que estão aqui há mais tempo do que eu!! isso é demais e me faz sorrir um sorriso largo.. 🙂

A terceira também elogiou o meu blog e me perguntou se eu pensava em postar as receitas mais detalhadas (tipo 100g disso, uma xícara daquilo) pra ajudar os iniciantes. Confesso que durante todo este processo, pensei muito nisso. E só não fiz por que realmente não sei!! Hoje de manhã comentei com o meu marido e ele me disse: “linka com a página onde você encontrou a receita”. Ao que eu perguntei: “que página? a receita de estrogonofe de frango e de sopa de feijão estão na minha cabeça! rs” … pois bem… eu faço a maioria das minhas receitas no “olho”. Sempre tentando ajustar os ingredientes 1. para não faltar nem sobrar (odeio sobra de comida) 2. para agradar o paladar de todos da família. E aí eu queria dizer pros inciantes que: Eu vou dar o meu jeito e eu vou transformar as receitas que estão na minha cabeça em receitas passo-a-passo sim! Afinal eu também fui um dia iniciante e não fazia idéia de quanta cebola usar pra temperar uma xícara de arroz. Mas também quero que vocês saibam que cozinhar não é matemática.. é um pouco como química e a alteração das quantidades e dos ingredientes vai sim alterar o resultado, mas neste caso mudar é bom! Afinal as pessoas tem gostos e paladares diferentes umas das outras… então se você ver uma receita que leva coentro e você odeia coentro, troque o coentro por salsinha ou simplesmente não coloque coentro! se você estiver fazendo uma receita e achar que a quantidade de açúcar é muita, coloque menos! e olha… eu já tive vários desastres.. e nunca desisti.. se não ficou bom desta vez, tente de novo! Ficou muito doce, ponha menos açúcar da próxima vez, ficou muito salgado, ponha menos sal da próxima vez! e eu confesso que também odeio as receitas que dizem “temperos verdes a gosto” ou “farinha até dar o ponto”.. isso não ajuda em nada! rs

E muito obrigada pelos emails, e por favor, continuem me escrevendo!

Consumismos e a Árvore de Natal

Umas das coisas que mais me surpreendeu positivamente aqui na Alemanha foi a abundância de opções de produtos orgânicos. Você encontra, em um supermercado comum, opções de orgânicos para TODOS os produtos… Macarrão, café, frutas e legumes, ovos, leite, manteiga… TUDO! Existem até os mercados especiais com produtos naturais e orgânicos e o eventual mercado livre de embalagens como você já deve ter lido na internet (apesar de este só ter em Berlim, por enquanto). A Gruene Kiste, sobre a qual já comentei aqui, é uma opção para quem quer produtos além de orgânicos, que sejam produzidos localmente, e desta forma incentivar os pequenos produtores locais. Tudo isso é parte de uma onda sustentável, que ao meu ver tem tudo a ver com o momento da Alemanha.

Você também já deve ter lido sobre o florescer do pós-consumismo na Alemanha, neste artigo que está rodando a internet há alguns meses. Ele é totalmente real e eu vejo isso todos os dias. Flohmarkts (“mercados de pulgas”) onde se vende tudo o que não se usa mais, móveis e eletrodomésticos deixados na calçada com um bilhete escrito “zu verschenken” (doação), grupos e mais grupos no facebook e na internet trocando, vendendo ou doando coisas que não se usam mais. Tudo isso, na minha opinião, vai de encontro com o que falei acima sobre esta onda de sustentabilidade.

Além de tudo isso, separar o lixo aqui é algo tão corriqueiro que nem se percebe… no Brasil, em cada cidade a coleta seletiva funciona de um jeito diferente.. é uma bagunça.. por muito tempo enquanto eu morava em São Bernardo do Campo eu precisei andar até a lixeira de coleta seletiva com o meu lixo limpo, enquanto que em Santos o caminhão da seleta coletiva passava semanalmente desde que eu me entendo por gente. Aqui, o nosso prédio tem a lixeira do lixo comum e a lixeira de embalagens (e eu já vi outros prédios com lixeiras específicas para lixo orgânico/biológico), mas papel e vidro são descartados em bunkers que estão localizados principalmente perto de parques e estações de metrô. Claro que ainda tem muita gente que joga papel no lixo comum, não separa o lixo, ou simplesmente deixa garrafas de vidro no parque há 100 metros do bunker destinado a isso… mas a maioria das pessoas leva a sua sacolinha com o lixo já limpo e separado até o local destinado para isso.

Os supermercados também não dão sacolinhas plásticas. As pessoas levam as suas próprias sacolas ou compram sacolas mais resistentes no próprio caixa.

Eu acho isso o máximo! É o futuro, são as pessoas se preocupando com o mundo que estão deixando para os seus filhosIMG_2269!

Aí chega o Natal, as pessoas compram seus pinheiros naturais com uma base de madeira pregada no tronco no dia 23 ou 24 de dezembro, e já no dia 5 de janeiro, a cidade está infestada de pinheiros jogados na base de uma árvore na calçada para serem coletadas. E não estou falando da eventual árvore… estou falando de mais de 30 árvores ao longo de uma única rua de uns 200 metros de comprimento…

E então eu me pergunto: Onde está a onda de sustentabilidade no Natal?

Tudo bem que estas árvores são plantadas pra este fim… tudo bem que a prefeitura coleta todas estas árvores e as incinera, etc e tal… Mas será que ninguém se questiona sobre a real necessidade de se cortar uma árvore para enfeitar a sua casa por 2 semanas e então simplesmente descartá-la? As pessoas não estão mais produzindo lixo como costumavam.. mas continuam jogando árvores fora como se elas fossem realmente descartáveis… Mesmo que elas sejam “biodegradáveis”, mesmo que não “poluam” a natureza como plásticos, vidros, etc… será que precisamos continuar fazendo isso?

Enfim… acho que é algo a se pensar..

IMG_2276Aqui em casa, nós temos uma árvore de plástico, pois no Brasil essa era a opção mais simples e fácil. Mas este ano, eu confesso que quis uma árvore de verdade… pra ter cheiro de natal em casa… e por isso compramos um pinheirinho em um vaso, com a intenção de mantê-lo vivo por mais alguns anos, replantá-lo em um vaso maior quando for o momento, e quem sabe finalmente plantá-lo no nosso jardim quando tivermos um. Será um desafio pra mim, pois eu não tenho um histórico muito positivo de plantas sobreviventes 😦 mas eu vou fazer o que estiver ao meu alcance! Hoje nosso pinheiro será “desmontado” e colocado na nossa varandinha pra tomar sol, chuva, vento e ar o ano todo até o próximo Natal.

Este vai ser o meu maior desafio de 2015! rs

Die grüne Kiste

Nos nossos últimos meses no Brasil eu tinha começado a fazer compras no Sonda em São Bernardo do Campo. Lá comecei a comprar muitas frutas e legumes orgânicos e estava muito feliz com a variedade de alimentos frescosIMG_2255 que estava conseguindo oferecer ao pequeno.

Nesta época eu ainda não estava cozinhando para a família toda.. Fazia os alimentos do pequeno separadamente mas com um sucesso razoável… (Depois de alguns meses de stress). Ele comia de tudo e muito bem, e pela manhã eu fazia um suco super completo com várias frutas.

Quando decidimos nos mudar para a Alemanha a minha maior preocupação era esta oferta de frutas e legumes em um país com um inverno tão rigoroso… Como encontrar laranjas e outras frutas frescas o ano inteiro??

Bom, para minha felicidade esta preocupação se mostrou sem fundamento muito rápido. Nós chegamos no meio do inverno rigoroso de Hamburgo (pegamos -12 graus na segunda semana) e eu já vi uma grande oferta de frutas e legumes no supermercado. Inclusive a possibilidade de expremer as laranjas na hora e levar o suco fresquinho pra casa. É claro que não é barato, mas ter alguma opção já me deixou muito aliviada.

Quando finalmente nos mudamos para nosso apartamento definitivo decidi buscar um destes serviços de entrega de produtos orgânicos que tem por aqui. Fiquei sabendo da existência deles através do livro “mineirinha na Alemanha” e uma simples buscar por “grüne kiste” no google já me trouxe resultado.

Nos primeiros meses nós não entendemos muito bem como funcionava a opção de alterar o pedido toda semana e acabamos recebendo muito produtos em quantidade maior do que precisávamos e alguns legumes que eu não conhecia ou não sabia como preparar ou simplesmente não gostava. Foi assim que conheci o Ruybarbo, o Malgold e fiquei com estoque giganstesco de batatas.IMG_2259

Quando finalmente achei o jeito de mudar o pedido ficou uma delícia. Toda semana recebo frutas, legumes, verduras, pão, leite, manteiga, ovos frescos, orgânicos e produzidos localmente (as vezes são importados) e consigo preparar os alimentos a semana toda e ficar tranquila de fazer uma compra prequena no supermercado (e carregar nas costas na bicicleta!!).

Nos meus primeiros meses aqui também fiquei sabendo (através da nossa agente imobiliária) que perto da nossa casa estava a maior feira ao ar livre de Hamburgo. O Isemarkt acontece às terças e sextas das 8 da manhã às 2 da tarde na Isestrasse bem embaixo do viaduto do metro entre as estações Eppendorfer Baum e Hoheluft Brücke. Aquilo é o paraíso… Chega a ser perigoso pro meu bolso… Mas virou até destino turístico quando recebemos visita. Não é nada barato, mas dá pra matar a vontade de um mamão bem docinho ou de uma manga bem suculenta em qualquer época do ano.IMG_2256

Agora no inverno continuo fazendo o suco do pequeno todos os dias pela manhã. A oferta de frutas não é tão rica mas eu ainda consigo a maior parte delas fresquinhas tanto pela Grüne Kiste quanto no supermercado. A única fruta que estou usando congelada são os morangos e nem precisaria por que eu compro amoras e mirtilos frescos (importados da Espanha e Chile e não orgânico – nem tudo é perfeito) no mercado.